O EX-MATADOR
Os protestantes, conhecidos como crentes, hoje chamados de evangélicos, foram muito perseguidos em nossa nação continental e ex-católica do pé-roxo. Quem sofria mais, obviamente, eram os pastores.
Se hoje os pastores são verdadeiras estrelas pop; andando em carrões importados; com anel de ouro nos dedos; morando em verdadeiras mansões; indo e voltando de helicóptero; com muita pompa, e coisa e tal, e tal e coisa, antigamente a coisa era muito, mais muito mesmo, diferente. Ser pastor de igreja protestante era uma desgraça. Só era quem tinha realmente vocação; chamado divino.
Nessa época, abrir igreja no interior de estado nordestino então, era um sacrifício. Conta-se que tinha um interiorzinho de um certo estado nordestino, lá pra bandas do sertão, onde o catolicismo ainda é muito forte, imagine há 35 anos atrás, no qual botaram dois pastores pra correr da cidade, depois de levar uma bela surra, logicamente.
E o pastor da igreja central sabia que era um lugar estratégico, e precisava abrir uma congregação nesse lugar, para expandir a igreja naquela região, se viu numa situação difícil. Perguntou, na assembleia estadual, se tinha algum voluntário pra ir pra lá, pois seria logo consagrado a pastor. Ninguém queria ir, pois já tinha se espalhado a notícia de que o pastor que ia pra lá, era expulso a pontapés.
Então, um cidadão que tinha na reunião por acaso, pois era novo convertido, e não sabia que tratava-se de uma reunião de obreiros, levantou a mão e se ofereceu pra ir pro tal lugar. Os pastores se entreolharam espantados, pois não conheciam o cidadão recém convertido, mas devido a palavra dada, não puderam voltar atrás, e impondo-lhe as mãos o consagraram e enviaram pra tal cidade.
O camarada foi para o lugar, mas primeiro desceu na cidade vizinha, e se informou sobre as últimas notícias da região. Comprou um cavalo e partiu para o lugar fazer a obra missionária do Senhor.
Chegando lá, foi pra debaixo de uma árvore frondosa que ficava na entrada da cidade, armou uma bela esteira, depositando sob a mesma uma espingarda, abriu a bíblia e começou a evangelizar.
Logo a notícia da chegada de um pastor percorreu toda a cidade como um rastilho de pólvora, e chegou aos ouvidos do padre da cidade. Não mais que depressa o padre mandou um coroinha chamar a dupla Zé e Joca, os valentões da cidade. Eram eles que espantavam todos os não alinhados com a obra da igreja católica da cidade. Zé e Joca, como de costume, foram mais que depressa atender ao chamado do padre. O padre pediu, sutilmente, que eles, como escolhidos de Deus que eram, fossem cumprir os mandamentos de Deus, expulsando a pontapés, o herege recém-chegado.
Os dois foram imediatamente cumprir o mandado do sinhor. Chegando lá encontraram o novíssimo pastor cantando aquele velho hino conhecidíssimo:
- "Oh quão cego andei; e perdido vaguei; longe, longe do meu salvador!"...
Foi então interrompido pelos valentões:
- Chega de cantoria, queremos que dê o fora da cidade!
O novíssimo pastor que já esperava esse tipo de receptividade, deu um sorriso maroto e puxou a espingarda que estava debaixo da esteira e apontou pros valentões, dizendo:
- Então, são os cavalheiros que botam os pastores pra correr a pontapés os pastores que chegam à cidade!
- Bem, acho que isso não vai acontecer dessa vez!
Os valentões tremendo de medo, não sabiam como reagir, ficaram paralisados pelo medo, pois nunca tinham sido enfrentados dessa maneira por ninguém. O novíssimo pastor percebendo isso, falou:
- Eu quero contar pra vcs o meu testemunho. Sabem o que eu fazia antes de ser pastor?
- Não sinhô.
- Eu andava numa vida perdida e errante, vivia de matar pessoas. Bastava alguém me dar algum dinheiro, ou contar uma estória de uma injustiça, eu ia lá acertar as contas com o valentão. Nunca errei um só tiro.
- Perdi as contas de quantos mandei pro inferno.
- Mas a minha vida era vazia, e eu sentia que precisava encontrar a felicidade e alegria que não encontrava nos lugares ou com as mulheres com quem eu andava.
- E um dia ouvi esse hino que estava cantando quando vcs chegaram. E algo diferente entrou no meu coração. Algo que eu nunca tinha sentido tomou conta de mim. Uma alegria que eu não entendia, e nem sabia explicar.
Enquanto ele falava os camaradas estavam perplexos o escutando, sem dar nem um pio. Porém , o medo foi se transformando em algo diferente, pois ninguém nunca tinha conversado dessa forma com eles. E continuaram ouvindo a história do novíssimo pastor.
- Eu fui andando, em direção á igreja onde tocava o hino. Me receberam muito bem. Todos sabiam quem eu era, sabiam o que eu fazia pra viver, mas não estavam preocupados com isso. Me abraçaram, eu ouvia aquela melodia.
- O pastor começou a pregar, e a mensagem era diretamente para mim. A história que ele contava, era a da minha vida. Eu não tinha mais dúvidas era Jesus me chamando.
- Quando o pastor perguntou se eu queria aceitar a Jesus como meu único e suficiente salvador, eu não tive mais como me controlar. Eu chorava feito criança, incontrolavelmente. Tentava me conter, mas quanto mais eu tentava, mais eu chorava.
- De repente, comecei a falar umas palavras que eu não entendia. Aí, nesse momento, a igreja ficou muito emocionada. Era um barulho de alegria muito grande. Eles comemoravam algo que eu não entendia o que era...era mais barulhento do que a comemoração do gol de pelé na copa de 70.
Enquanto o novíssimo pastor falava, as lágrimas começaram o rolar incontrolavelmente nos rostos de Zé e Joca. Eles também tentavam se controlar, entretanto, era inútil. Aquele diálogo ia mudar, fatalmente, a vida deles para sempre. E o novíssimo pastor continuou a contar:
- Depois, o pastor fez uma oração por mim. Eu me tornei crente. Mais tarde me tornei pastor e estou aqui pra começar uma nova igreja nesse lugar.
- Vocês vão ser meus obreiros nessa cidade. E não quero um não como resposta.
- Sim sinhô!
Disseram os dois ao mesmo tempo.
- Também nunca vão deixar de ser crente, tá certo?
- Certo!
- Vou voltar pra capital pra resolver uns assuntos, mas não quero ouvir notícias ruins a respeito desse lugar, estão ouvindo.
- Estamos.
E assim o novíssimo pastor voltou pra igreja central, informou do resultado conseguido na igreja, depois entregou o cargo, dizendo que esse negócio de ser pastor era muito perigoso, e abriu uma padaria.
Zé e Joca se tornaram os primeiros missionários enviados pela igreja do estado para as missões transculturais, e sentiram na pele o que é ser expulso de uma cidade a pontapés. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Esse é o nosso causo de hoje galera, espero que tenham gostado....até o próximo. :D ) <3
Logo a notícia da chegada de um pastor percorreu toda a cidade como um rastilho de pólvora, e chegou aos ouvidos do padre da cidade. Não mais que depressa o padre mandou um coroinha chamar a dupla Zé e Joca, os valentões da cidade. Eram eles que espantavam todos os não alinhados com a obra da igreja católica da cidade. Zé e Joca, como de costume, foram mais que depressa atender ao chamado do padre. O padre pediu, sutilmente, que eles, como escolhidos de Deus que eram, fossem cumprir os mandamentos de Deus, expulsando a pontapés, o herege recém-chegado.
Os dois foram imediatamente cumprir o mandado do sinhor. Chegando lá encontraram o novíssimo pastor cantando aquele velho hino conhecidíssimo:
- "Oh quão cego andei; e perdido vaguei; longe, longe do meu salvador!"...
Foi então interrompido pelos valentões:
- Chega de cantoria, queremos que dê o fora da cidade!
O novíssimo pastor que já esperava esse tipo de receptividade, deu um sorriso maroto e puxou a espingarda que estava debaixo da esteira e apontou pros valentões, dizendo:
- Então, são os cavalheiros que botam os pastores pra correr a pontapés os pastores que chegam à cidade!
- Bem, acho que isso não vai acontecer dessa vez!
Os valentões tremendo de medo, não sabiam como reagir, ficaram paralisados pelo medo, pois nunca tinham sido enfrentados dessa maneira por ninguém. O novíssimo pastor percebendo isso, falou:
- Eu quero contar pra vcs o meu testemunho. Sabem o que eu fazia antes de ser pastor?
- Não sinhô.
- Eu andava numa vida perdida e errante, vivia de matar pessoas. Bastava alguém me dar algum dinheiro, ou contar uma estória de uma injustiça, eu ia lá acertar as contas com o valentão. Nunca errei um só tiro.
- Perdi as contas de quantos mandei pro inferno.
- Mas a minha vida era vazia, e eu sentia que precisava encontrar a felicidade e alegria que não encontrava nos lugares ou com as mulheres com quem eu andava.
- E um dia ouvi esse hino que estava cantando quando vcs chegaram. E algo diferente entrou no meu coração. Algo que eu nunca tinha sentido tomou conta de mim. Uma alegria que eu não entendia, e nem sabia explicar.
Enquanto ele falava os camaradas estavam perplexos o escutando, sem dar nem um pio. Porém , o medo foi se transformando em algo diferente, pois ninguém nunca tinha conversado dessa forma com eles. E continuaram ouvindo a história do novíssimo pastor.
- Eu fui andando, em direção á igreja onde tocava o hino. Me receberam muito bem. Todos sabiam quem eu era, sabiam o que eu fazia pra viver, mas não estavam preocupados com isso. Me abraçaram, eu ouvia aquela melodia.
- O pastor começou a pregar, e a mensagem era diretamente para mim. A história que ele contava, era a da minha vida. Eu não tinha mais dúvidas era Jesus me chamando.
- Quando o pastor perguntou se eu queria aceitar a Jesus como meu único e suficiente salvador, eu não tive mais como me controlar. Eu chorava feito criança, incontrolavelmente. Tentava me conter, mas quanto mais eu tentava, mais eu chorava.
- De repente, comecei a falar umas palavras que eu não entendia. Aí, nesse momento, a igreja ficou muito emocionada. Era um barulho de alegria muito grande. Eles comemoravam algo que eu não entendia o que era...era mais barulhento do que a comemoração do gol de pelé na copa de 70.
Enquanto o novíssimo pastor falava, as lágrimas começaram o rolar incontrolavelmente nos rostos de Zé e Joca. Eles também tentavam se controlar, entretanto, era inútil. Aquele diálogo ia mudar, fatalmente, a vida deles para sempre. E o novíssimo pastor continuou a contar:
- Depois, o pastor fez uma oração por mim. Eu me tornei crente. Mais tarde me tornei pastor e estou aqui pra começar uma nova igreja nesse lugar.
- Vocês vão ser meus obreiros nessa cidade. E não quero um não como resposta.
- Sim sinhô!
Disseram os dois ao mesmo tempo.
- Também nunca vão deixar de ser crente, tá certo?
- Certo!
- Vou voltar pra capital pra resolver uns assuntos, mas não quero ouvir notícias ruins a respeito desse lugar, estão ouvindo.
- Estamos.
E assim o novíssimo pastor voltou pra igreja central, informou do resultado conseguido na igreja, depois entregou o cargo, dizendo que esse negócio de ser pastor era muito perigoso, e abriu uma padaria.
Zé e Joca se tornaram os primeiros missionários enviados pela igreja do estado para as missões transculturais, e sentiram na pele o que é ser expulso de uma cidade a pontapés. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Esse é o nosso causo de hoje galera, espero que tenham gostado....até o próximo. :D ) <3
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