PALAVRAS E EXPRESSÕES NORDESTINAS QUE ENCONTRAMOS FACILMENTE NA INTERNET
No A
Acochado-apertado;
A cuma é-quanto custa;
Amarrar-o-jegue-ir embora;
aperreado-preocupado, com problemas;
arretado-muito bom, excelente;
aruá-caramujo de jardim; pessoas muito lerda;
avexado-apressado.
No B
Badoque-estilingue, atiradeira;
bichim-forma carinhosa de chamar alguém;
bombeiro-frentista de posto de gasolina;
brocoxô-sem valor, desgastado.
No C
Caba/cabra-homem ou menino;
cabra da peste-homem ou menino de boa índole;
cafuçu-trabalhador braçal;
catabiu-buracos na estrada;
catinga-mau cheiro;
cortar jaca-estimular, ajudar o namoro de amigos ou parentes.
No D
De rosca-algo difícil de ser realizado, duro de sair;
derradeiro-último;
deu o prego-quebrou, danificou;
disdrôbo-argumento pouco convincente, saída pela tangente;
desarnar-aprender algo rapidamente;
No E
emprenhar-engravidar;
encafifar-desconfiar;
encangado-pessoa que anda sempre junto com outra;
encangar grilo-coçar o saco, fazendo nada;
No F
fato-intestino de animal;
forrobodó-confusão, bagunça;
fuleiro-de má qualidade, sem-vergonha.
No G
gabiru-rato grande;
galego-pessoa loura ou alourada;
gaiato-engraçadinho;
galeto-frango;
garapa-água com açúcar;
garapeiro-preguiçoso, pessoa que se aproveita dos outros.
No I
iapois-E então!
infeliz das costa oca-xingamento;
inhaca-catinga, mau cheiro.
No J
jabá-charque, dinheiro de propina;
jante-roda de carro;
jerimum-abóbora.
No L
leseira-abestalhamento, idiotice;
leso-lerdo, imbecil;
liso-sem dinheiro, probetão.
No M
macaxeira-variedade comestível de mandioca;
mainha-diminutivo de mãe;
marretar-furtar coisas de pouco valor;
mulé-variante de mulher;
muriçoca-pernilongo.
No N
nó cego-algo difícil, pessoa preguiçosa, sujeito complicado;
na lona-liso, sem dinheiro;
num fresque não-deixe de brincadeira;
né-aglutinação de "não é".
No O
ôxente/ôxe-expressão de espanto, variante de "oh, gente"!
obrar-defecar, evacuar.
No P
pá-osso omoplata;
paia-o mesmo que fuleiro, ruim;
pança-barriga grande;
peba-de baixa qualidade, ruim, mal feito;
pebado-lascado, ferrado, se deu mal;
prisiaca-pessoa insistente, chata.
No Q
quarar-colocar roupa ensaboada ao sol;
quartinha-jarrinha de água feita de barro;
que só a peste-grande quantidade, demais;
quenga-prostituta, rapariga;
quengo-cabeça, crânio.
No R
rachada-jeito que os baitolas chamam as mulheres;
rampeira-rapariga, vagabunda;
rebolar no mato-jogar fora;
rela-buxo-forró;
rodagem-estrada, pista;
ruma-um monte, muitas coisas.
No S
sarrabui-mói de pau, amassos, comida muito misturada;
saruê-gambá, nome do santo onde seu lugar tem montanhas feitas de rapaduras e os rios são de garapa;
se perder-perder o cabaço, tornar-se quenga;
se abrir-gargalhar, rir demais;
se lascar-se dar mal, se prejudicar;
sustança-riqueza nutritiva dos alimentos.
No T
tá ca gota-está muito irritado ou muito animado;
tá ca bixiga-está muito irritado ou muito animado;
traquino-menino danado, levado;
tibungar-mergulhar;
tiquim-pouca coisa;
tramela-pedaço de madeira que gira ao redor de um prego, tranca das portas e janelas em casa humilde ou do sítio;
torar-arrebentar, quebrar com força;
tolete-cocô em forma cilìdrica.
No V
varapau-homem alto;
venta-nariz
vixe-expressão de susto ou admiração, equivalente a Virgem Maria;
visage-fantasma, malassombro;
voinho/voinha-diminutivo de vovó/vovô;
vôte-expressão de supresa, espanto, susto.
vuco-vuco-lugar onde vende de tudo, geralmente usados ou adquiridos de forma não convencional.
No X
xeleléu-puxa saco, babão;
xexeiro-mal pagador, caloteiro;
xerém-sobra do milho moído ou pisado que se dá pras galinhas;
xôxo-miúdo, murcho;
No Z
zunha-unhas;
zureia-orelha;
zoio-olho;
zuvido-ouvido;
zaroio-estrábico, vesgo;
zoada-barulho, confusão;
zuadento-confusento, barulhento;
zambeta-de pernas tortas.
O problema é que através da língua podemos observar as varias manobras capitalistas, que utilizam do artifício do preconceito para determinar qual maneira de falar é mais prestigiada e qual é menos prestigiada. Geralmente as mais prestigiadas são as dos grandes centros econômicos (rio de janeiro, são Paulo e rio grande do sul) em detrimento dos lugares menos economicamente ativos. Tudo isso é uma grande besteira! A sonoridade e o ritmo melódico nordestino é fascinante, encanta e muito os europeus, principalmente ingleses e franceses, portanto, precisa ser melhor prestigiado!! É o que penso.
ResponderExcluirConcordo com o nobre colega, e acrescento o fato de ser um falar muito mais natural e espontâneo porque carrega em si a vivência do sertanejo, e sua capacidade monumental de sobreviver.
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